terça-feira, 18 de novembro de 2008

A Origem do Cinema

No século XVIII, em 1832, Joseph Plateau, um cientista belga, criou o “Fenacistoscópio” que foi o primeiro aparelho a produzir ilusão de movimento num desenho.Com dois discos em diferentes eixos.Desenhou ao longo da borda de um disco um objeto e no outro fez orifícios. Quando ambos os discos eram girados na mesma velocidade, quem olhasse através dos orifícios , tinha a impressão de que os desenhos se moviam.
Em 1887, Thomas Edson começou a trabalhar em um aparelho para fazer com que as fotografias parecessem mover-se. Anos depois um norte-americano, chamado Hannibal Goodwin, desenvolveu um filme a base a base de celulóide transparente. Essa base podia ser coberta por uma película de produtos químicos sensíveis à luz com a capacidade de mover-se rapidamente.
No século XX, mais precisamente em meados de 1895, surge uma invenção capaz de marcar um novo tempo. Um aparelho chamado “Cinematografa” criado por August e Loue Liemiérre, e pela primeira vez um filme foi projetado publicamente. O cinema foi a primeira manifestação a surgir dentro de um sistema industrial. Seu alto custo, tecnologia de precisão, transformação química de matéria prima, concentração de capitais e arregimentação de mão-de-obra em grande número e com especialização técnica que só são viáveis numa estrutura de produção em série. Daí a dicotomia entre obra de arte e bem de consumo.
O cinema carrega todos os signos pertinentes à arte, e é através deles que se resultará na manufatura um bem de consumo denominado “Filme”.
Inicialmente o cinema foi porta voz de um período onde a burguesia apresentou o seu poder de ação. Sua dinâmica ocorreu simultaneamente com as invenções como: o avião, o telefone, a eletricidade. Não é possível imaginar que a eletricidade foi gerada apenas para o bem estar de uma elite; seu autocusto de instalação só é viável se aplicada em grande escala. O coletivo passa a ser alvo de um momento onde o consumo é dirigido às grandes massas.
A prioridade de um filme é feita visando os espectadores em pontual, independente da classe social que representa, sem distinção de raça, credo ou língua. Seu caráter universal não uma opção, mas sim, uma necessidade.
Todos os filmes eram feitos de um tamanho padrão, pois desta maneira um filme feito no país podia ser exibido em outro. Como o cinema era mudo, não havia problema de diferença de idiomas, era só trocar a legenda.

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