terça-feira, 18 de novembro de 2008

O Cinema em Hollywood

Com o recesso do cinema europeu durante a 1ª Guerra Mundial, a produção de filmes concentra-se em Hollywood, na Califórnia. A produção em série de filmes para o mercado cinematográfico comercial teve origem em Hollywood que começou a se destacar no mundo do cinema produzindo e importando diversos filmes.
Alguns produtores independentes, imigraram de Nova York para Hollywood, devido as condições “ ideais”: dias ensolarados e diferentes paisagens. Assim nasceu a chamada “Meca do Cinema”. E Hollywood transforma-se no mais importante centro cinematográfico do planeta. Nessa época foi fundado um dos estúdios mais importantes do mundo a (Fox Universal, Paramount).

O Cinema mudo

Durante quase trinta anos o cinema tornou-se na maior indústria de massas, e, pasme-se, numa das maiores artes do novo século. E o fez sem recorrer ao som. Não que os filmes fossem, qual uma igreja em estado de oração interior, apologistas do silêncio. As exibições em teatros, óperas ou feiras dos primeiros filmes eram acompanhadas invariavelmente de música de fundo, habitualmente da autoria de um pianista que aplicava a sua própria visão das cenas do filme às teclas do piano. Logo, ver um filme em salas diferentes implicaria sempre ouvir um acompanhamento sonoro diferente. Ao longo do tempo os próprios sons do piano foram-se padronizando, (todos sabiam que ao ouvir determinado acorde estavam perante o vilão) atirando para o chão a teoria de que o mudo era silêncio. Não o era nem nunca o foi. E o som tinha de fato o seu papel no cinema mudo!



Cinema falado

As primeiras experiências de sonorização, feitas por Thomas Edison, em 1889, são seguidas pelo grafonoscópio de Auguste Baron (1896) e pelo cronógrafo de Henri Joly (1900), sistemas ainda falhos de sincronização imagem-som. O aparelho do americano Lee de Forest, de gravação magnética em película (1907), que permite a reprodução simultânea de imagens e sons, é comprado em 1926 pela Warner Brothers. A companhia produz o primeiro filme com música e efeitos sonoros sincronizados - Don Juan (Don Juan - 1926), de Alan Crosland, o primeiro com passagens faladas e cantadas - O Cantor de Jazz (The Jazz Singer - 1927), também de Crosland, com Al Jolson, grande nome da Broadway, e o primeiro inteiramente falado - Luzes de Nova York, de Brian Foy (Lights of New York - 1928).

As Cores no cinema


A cor esteve presente no cinema desde suas origens. Os primeiros processos consistiam em colorir à mão - um a um, os fotogramas no positivo preto e branco. Os filmes realizados desta forma são chamados de "colorizados", em contraposição aos "coloridos", onde as cores são captadas pelo processo fotográfico.
Edison experimentou colorizar seus filmes, mas logo abandonou o processo por este utilizar muita mão de obra e render pouco.
Ainda no início do século passado a Pathé francesa colorizava os filmes com a aplicação manual no negativo, quadro a quadro, de stencils coloridos que dotavam as cópias de áreas coloridas. Todos os processos de colorização tinham em comum o fato de serem artesanais, lentos e muito dispendiosos, além de apresentarem cores inteiramente artificiais.
.Muitos foram os processos de cinematografia à cores patenteados na Europa e nos EUA. As tentativas mais bem sucedidas de registrar a cor natural durante a fotografia do filme foram desenvolvidas a partir de 1915 nos EUA pela Technicolor.Primeiramente registrando apenas o verde e o vermelho em duas películas preto e branco pancromáticas, para depois copiá-las num processo de transferência de pigmentos (dye transfer), estes primeiros processos também não conseguiam reproduzir com exatidão as cores naturais. Embora a pele tivesse uma reprodução cromática satisfatória, o céu e o mar eram reproduzidos em tons de cinza ao invés de azul.

O Cinema Novo

Em meados dos anos 50, um grupo de jovens cineastas brasileiros demonstram a vontade de retratar um cinema que mostrasse a realidade dos problemas socioeconômicos a verdadeira cultura do país.
Caracterizado por baixo custo de produção, alto índice de criatividade, forte impacto de denuncia e mentalidade revolucionária, esse movimento marcou o cinema brasileiro e ficou conhecido como “Novo Cinema”. Enfrentando grandes tabus e revelando diversos talentos.
Entretanto, com a dificuldade do período de repressão política que o Brasil sofria, O Cinema Novo não resistiu as pressões impostas, tendo inclusive alguns desses cineastas exilados.

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